terça-feira, março 17, 2015
Carta-poema-prosa
terça-feira, dezembro 16, 2014
Pausa da pausa
- Aprende-se muito mais calando-se a nossa mente tagarela (para isso, é preciso uma autodisciplina consistente e duradoura para ouvir mais os outros, fazendo com que a nossa própria voz interior seja mais uma a ouvir com atenção)
- Tira-se mais partido desse esforço se não cortarmos de vez com a nossa expressão verbal * – tem é de ser uma expressão verbal objetiva, sucinta e proferida apenas quando absolutamente necessário, fruto de uma ponderada introspeção (agir, não reagir).
quarta-feira, outubro 29, 2014
Estado de espírito
Nesta volta da espiral do tempo foi esta:
sexta-feira, julho 18, 2014
O futuro ontem
A grande diferença é que o Portugalex é para rir e o motivo que me leva a escrever este artigo deixou-me triste.
Há dias ouvi, na rádio, uma notícia que estava relacionada com a abertura da época de candidaturas ao ensino superior. A meio dessa peça há um testemunho de um jovem que parece apreensivo e que alega algo do género "ainda há um mês atrás tinha de pedir para ir à casa de banho e agora obrigam-me a escolher uma opção que me vai seguir para o resto da vida".
Também tive dúvidas e (muita) insegurança quando foi para escolher o que queria seguir na faculdade. E o que segui acabou por me permitir a entrada numa empresa onde fiquei mais de 20 anos.
Não estou a criticar este jovem em particular, nem muitos que provavelmente sentem o mesmo (embora o seu discurso desse pano para mangas).
Mas eu acabei o meu curso no início dos anos noventa... no século passado... e hoje o que faço não tem nada a ver com o que aprendi por lá.
Lembro-me também de ter ouvido uma vez um testemunho de alguém que estava a tirar uma licenciatura em astronomia, não me lembro onde. E, em resposta à eterna questão sobre o que iria fazer com o "canudo", respondeu que, em Portugal, não se pensa como em outros sítios: a formação (neste caso, a do ensino superior) não serve exclusivamente para ter um emprego, nem deve ser considerada como condição de partida para se ter um. Deve, sim, ser vista como uma janela para novos horizontes.
Se trouxer com isso algo mais, melhor.
Se não, temos de estar preparados, com outras ferramentas, para levar a nossa vida para diante.
Em jeito de conclusão, para não me alongar muito:
1 - ninguém é obrigado a tirar um curso superior: há outras alternativas
2 - pode sempre mudar de ideias a meio do caminho (ou mesmo no final), ou arranjar alternativas em paralelo
3 - o curso que se escolhe não nos ensina tudo (às vezes nem nos ensina nada do que vamos precisar depois)
4 - temos sempre a formação que nos é dada com a experiência de vida e há que tirar partido das janelas que se vão abrindo: o futuro não é uma linha reta com uma direção bem definida
E, acima de tudo, não pensar que há garantias neste mundo (especialmente nos dias de hoje): há sempre um grau de incerteza, mesmo que as estatísticas digam que aquele é provavelmente o melhor caminho a seguir para se obter o resultado que se pretende.
Talvez fosse este o teor das conversas sobre "o que quero eu da vida" se tivesse um filho em idade escolar.
Aliás, é este o teor que tento dar a qualquer conversa sobre "o que se quer da vida" com qualquer pessoa. Porque acredito que todos temos um papel na evolução dos jovens do presente, para olharem para o futuro. Com uma visão alargada, sem prisões ao passado ou a dogmas estabelecidos.
sexta-feira, junho 20, 2014
A minha alimentação
- Comer tantos vegetais quanto possível.
- Beber muitos líquidos.
- Não manter coisinhas para petiscar que não sejam saudáveis muito perto.
- Comer alimentos frescos, o mais perto de acabados de apanhar, quando possível.
- Ser criativo.
- Comer para se sentir bem.
- Aproveitar o resto.”
segunda-feira, setembro 30, 2013
Ganhou a força em que (não) votei.
segunda-feira, setembro 16, 2013
Minimalismo e simplicidade
segunda-feira, agosto 19, 2013
Comunicação assertiva.
quarta-feira, dezembro 26, 2012
nāscor
nasceu novo jardim.
sábado, novembro 03, 2012
O exemplo da Islândia...
segunda-feira, setembro 10, 2012
PPPs: um exemplo de PQP
Segundo o site da Direção Geral do Tesouro e Finanças, numa secção intitulada "As PPPs em 7 questões", a resposta à questão 3 (Porque se lança uma PPP ) é:- A aplicação prática do modelo das PPPs, em Inglaterra é perfeitamente transparente: a divulgação de informação contém todos os elementos necessários a compreender os cálculos, ou seja, anexos com números (reais...).
- Em Inglaterra chegaram à conclusão que, face a metodologias tradicionais de construção e exploração, o aumento de despesa da aplicação de um modelo de PPP numa concessão de uma rodovia é de 47%.
- Adicionalmente, e também em Inglaterra, chegou-se à conclusão que 7% da despesa vai parar às mãos de consultores.
- Repito: os intervenientes do programa afirmavam que, em Inglaterra, as coisas são transparentes.
- Em Inglaterra, chegou-se à conclusão que o modelo das PPPs não traz vantagens, na prática.
- Em Portugal, os relatórios não trazem anexos, ou seja, não há informação suficiente, com números, que permita uma análise imparcial e objetiva dos processos das PPPs associadas a rodovias (SCUTs e outras que tais);
- Em Portugal existem trabalhos (doutoramento no ISEG)* que levam a valores de diferença entre custos reais das PPPs e custos previsíveis em metodologias tradicionais que ascendem a 80%. 80%... 80%!!
- Volto a repetir a ideia de transparência dos 47% em Inglaterra contra os "presumíveis" 80% em Portugal, onde "um dos cd que foram enviados ao grupo [que reavaliava as PPPs] estava em branco"
- Quando refutado por certas e determinadas pessoas com argumentos do tipo "ah, mas sabe que há sempre derrapagens, mesmo em metodologias de construção/exploração tradicionais", Avelino Jesus responde com os dados de um mestrado, também do ISEG, que estudou (se não me falha a memória)* 164 casos de obras públicas deste tipo com derrapagens, entre 1999 e 2011. Média: 32%...
* perdoem-me as ideias vagas, mas estou tão danada que nem consigo lembrar-me bem do que ouvi
O que resta dizer?
Talvez "fuck'em very much".
Ou melhor: Putas ao poder, que os chulos já lá estão... HÁ DÉCADAS!
(E os que já lá não estão, andam para aí a passear-se impunemente)
sexta-feira, agosto 03, 2012
Tempo de parar.

A confluência das ideias que transmito no meu último blog * com a minha recente escolha pessoal e profissional vem resumidamente espelhada num livro que anda cá por casa nas mesinhas de cabeceira: “Viver sem chefe”, de Sergio Fernández, dedicado aos empreendedores deste mundo.
* (acrescimento.wordpress.com)
Em mais uma publicação que parece que me caiu no colo no momento certo (como tem acontecido com alguns livros no último punhado de anos), o autor refere-se ao Downshifting (descer de categoria profissional para ganhar mais tempo ou qualidade de vida) e ao que ele classifica de “Achar que é preciso crescer sempre” nas páginas dedicadas ao “Erro 5 – Já morreu de sucesso?”.
(Como nota adicional, o capítulo tem uma imagem com a legenda “O seu negócio é uma bonsai ou uma sequoia?”) :)
sábado, abril 07, 2012
Renovação

quarta-feira, junho 01, 2011
Pequenos nadas
Não a crise externa, mas a crise interna. As pequenas crises individuais que se vão instalando dentro de cada um de nós, se nos deixarmos influenciar pela crise global.
São exemplos de medidas (com alguns recados para mim própria) que, acredito, se aplicadas com perseverança, ajudarão até a resolver a crise externa.
- Dê cor à sua vida. À mesa, nas saladas; nos objectos do dia-a-dia.
- Se a tristeza lhe bater à porta, não lha feche.
Deixe-a entrar. Mas não a impeça de sair.
- Valorize a família. Abrace os amigos. Procure a companhia de quem o faz sentir-se bem.
- Sorria mais. Ria melhor.


- Não se esforce por trabalhar mais horas.
Faça o seu trabalho hoje um pouco melhor que ontem.
E amanhã, esforce-se por fazer melhor que hoje.
- Economize um pouco todos os dias.
Se falhar algum, recomece no dia seguinte.
- Dê uso às suas pernas. Tire o pó à mochila que tem no armário e ponha pés ao caminho.
- Goze o sol. Mas não lamente a chuva.
- Plante: negoceie um talhão de terra, use o quintal, aproveite a varanda, ponha floreiras à janela.
Sinta a terra e as plantas todos os dias.
- Observe o mundo com os 5 sentidos. TUDO tem algo de bom. Procure com alma e com a mente aberta.
= Por muito torto que ande, encare a vida de frente =
quinta-feira, setembro 23, 2010
Saudade do que não se conhece
Em jeito de resposta, eu acrescentei que "gosto de regressar, de quando em vez, aos lugares onde nunca fui. sinto-me lá bem. e descubro sempre algo de novo, que me faz manter a saudade de nunca lá ter estado."
A Maternidade é um desses lugares.
E o poema desta canção espelha bem o que sinto quando tenho saudades desse lugar que considero fantástico.
"Mothers have woven a black velvet ocean
And spread it between the night and day shores
So that children might sleep, gently rocked by the motion
Of waves beneath boats built by fathers like yours
With you safe aboard by the shore we will linger
And watch as your breathing it fills up the sail
You loosen the moorings, you grip on your finger
And leave on the velvet a silvery trail
Alone on the shore with our heart close to breaking
We stand in the wake as you glide from our reach
Calmed by the thought that the voyage you're taking
Will bring you at dawn back safe to this beach
We cannot sail with you, be there to guide you
Or pilot your boat through the black of the night
But no ocean can keep you, no darkness can hide you
Away from our love and its undying light"
quarta-feira, março 17, 2010
Protesto contra o estado em F maior
segunda-feira, janeiro 25, 2010
domingo, janeiro 03, 2010
Novo Ano
A lógica diz-me que um novo ano é apenas um agrupamento de dias, semanas e meses que se repete, em continuação do agrupamento anterior, como a água que corre num rio.
terça-feira, junho 23, 2009
Seja feliz!
Há uns tempos, houve alguém que me transmitiu a ideia que a sua visão da felicidade era como que um conjunto de pequenos momentos em que conseguia vislumbar, por uma janela ou por um levantar de véu, um sentimento de agradável existência.
Mas aquilo não me convenceu.
Até que recebi, num daqueles reencaminhamentos em cadeia no mail, um power point com uma reflexão que me deixou agradavelmente surpreendida por ir de encontro ao que sinto ser a batalha de uma vida.
Basicamente, o que diz é que o “ser feliz” depende de cada um de nós e não de factores externos: há que decidir ser feliz como uma condição de vida e não como uma situação de circunstância.
Porque o que se passa há nossa volta muda constantemente. Não é possível controlá-lo. E não se pode ser feliz contando com a presença de pessoas, a realização de sonhos ou a concretização de desejos.
Sendo feliz, independentemente de tudo o resto, os momentos difíceis são apenas isso: momentos difíceis, mas passageiros, na vida de uma pessoa feliz por opção.
Há lá uma frase que espelha resumidamente o que entendi de todo aquele texto:
“Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza”.
E termina com outra para reflectir:
“serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas”.
Assim sendo, ser feliz não é, como me descrevia aquele amigo, uma vida com pano de fundo indefinido em que, por vezes (mais ou menos frequentemente) a felicidade deixa as suas impressões positivas (mais ou menos marcantes) e sim o contrário - uma base sólida, construída de dentro, que resiste a marcas que podem deixar a sua impressão negativa, mas que são fruto da Vida, havendo que aceitá-las como tal.
Por isso, seja feliz!






