terça-feira, abril 08, 2014
a Natureza
segunda-feira, setembro 30, 2013
Ganhou a força em que (não) votei.
segunda-feira, setembro 16, 2013
Minimalismo e simplicidade
segunda-feira, agosto 19, 2013
Comunicação assertiva.
sábado, novembro 03, 2012
O exemplo da Islândia...
sábado, abril 07, 2012
Renovação

domingo, agosto 14, 2011
Amor: retalhos
(...)
Quando nos esforçamos, quando damos mais um passo ou andamos mais um quilómetro, fazêmo-lo em oposição à inércia da preguiça ou à resistência do medo. (...) O amor, então, é uma forma de trabalho ou uma forma de coragem. (...) Se um acto não for de trabalho ou de coragem, então não é um acto de amor. Não há excepções."
quarta-feira, junho 01, 2011
Pequenos nadas
Não a crise externa, mas a crise interna. As pequenas crises individuais que se vão instalando dentro de cada um de nós, se nos deixarmos influenciar pela crise global.
São exemplos de medidas (com alguns recados para mim própria) que, acredito, se aplicadas com perseverança, ajudarão até a resolver a crise externa.
- Dê cor à sua vida. À mesa, nas saladas; nos objectos do dia-a-dia.
- Se a tristeza lhe bater à porta, não lha feche.
Deixe-a entrar. Mas não a impeça de sair.
- Valorize a família. Abrace os amigos. Procure a companhia de quem o faz sentir-se bem.
- Sorria mais. Ria melhor.


- Não se esforce por trabalhar mais horas.
Faça o seu trabalho hoje um pouco melhor que ontem.
E amanhã, esforce-se por fazer melhor que hoje.
- Economize um pouco todos os dias.
Se falhar algum, recomece no dia seguinte.
- Dê uso às suas pernas. Tire o pó à mochila que tem no armário e ponha pés ao caminho.
- Goze o sol. Mas não lamente a chuva.
- Plante: negoceie um talhão de terra, use o quintal, aproveite a varanda, ponha floreiras à janela.
Sinta a terra e as plantas todos os dias.
- Observe o mundo com os 5 sentidos. TUDO tem algo de bom. Procure com alma e com a mente aberta.
= Por muito torto que ande, encare a vida de frente =
sábado, outubro 09, 2010
Comer Orar Amar

Equilíbrio interior, equilíbrio com os outros, equilíbrio do Universo... no fundo, por muitas voltas que se dê, vai sempre dar a, simplesmente, equilíbrio.
Mas
a mensagem está lá.Para quem a quiser compreender.
Para quem tiver a capacidade interior de a compreender.
Senti-me triste por me parecer que aquelas pessoas possam estar a deixar escapar a oportunidade de se deixar tocar ou, pelo menos, de questionar o que é que a autora do livro pretende transmitir, dando o benefício da dúvida ao filme e concentrando-se na mensagem em si.
Enfim...

domingo, janeiro 03, 2010
Novo Ano
A lógica diz-me que um novo ano é apenas um agrupamento de dias, semanas e meses que se repete, em continuação do agrupamento anterior, como a água que corre num rio.
domingo, setembro 27, 2009
Direitos, deveres… Liberdade?
O meu Pai ensinou-me que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade de outrem.
Considerando uma reciprocidade matemática, o contrário também deveria ser verdade.
Mas, neste nosso mundo dito democrático, como se processam estas premissas?
Vejamos o “direito à greve”. Com a greve dos pilotos nos últimos dias da semana, várias foram as opiniões de utentes revoltados. Falo por mim: reserva na TAP para um voo para Bruxelas quando a Air Brussels também tinha um horário que se coadunava com as necessidades. Porque é um produto português e há que apostar no que é nacional. O que se ganhou com isso? Vontade de apostar no que é Europeu, da próxima vez: quem comprou bilhete na Air Brussels foi para Bruxelas (negócios, trabalho, lazer, não interessa o que lá iam fazer, mas chegaram ao seu destino); quem apostou no que era nacional, ficou 4 horas à espera do que iria ser decidido por um grupo de pessoas que, segundo ouvi dizer, nem os próprios colegas de trabalho (pessoal de bordo) avisava com alguma antecedência… A confirmação de “não descolo porque estou de greve” era efectuada ao último minuto.
A liberdade dos pilotos da TAP em fazer greve chocou de frente com a minha liberdade de poder usufruir de um serviço que se encontrava contratado… e pago. E que implicou uma série de consequências individuais que, aumentadas à escala da quantidade de pessoas implicadas, prejudicou não só a empresa alvo da greve, mas muitas outras entidades e até, em última instância, o país.
Direito? Há outras formas de luta… Acho que assim não se vai a lado nenhum…
Agora vejamos o “dever de votar”. Houve um punhado muito razoável de pessoas que lutou por aquilo que achavam certo – a instalação de um sistema democrático
A liberdade não é só direitos: implica necessariamente a responsabilidade de cumprir deveres.
Algo está muito errado neste nosso sistema.
Não tenho sugestões de alteração, confesso, mas já é altura de mudar.
Considerando direitos e deveres.
E não utilizando a palavra “Liberdade” de uma maneira leviana.
terça-feira, junho 23, 2009
Seja feliz!
Há uns tempos, houve alguém que me transmitiu a ideia que a sua visão da felicidade era como que um conjunto de pequenos momentos em que conseguia vislumbar, por uma janela ou por um levantar de véu, um sentimento de agradável existência.
Mas aquilo não me convenceu.
Até que recebi, num daqueles reencaminhamentos em cadeia no mail, um power point com uma reflexão que me deixou agradavelmente surpreendida por ir de encontro ao que sinto ser a batalha de uma vida.
Basicamente, o que diz é que o “ser feliz” depende de cada um de nós e não de factores externos: há que decidir ser feliz como uma condição de vida e não como uma situação de circunstância.
Porque o que se passa há nossa volta muda constantemente. Não é possível controlá-lo. E não se pode ser feliz contando com a presença de pessoas, a realização de sonhos ou a concretização de desejos.
Sendo feliz, independentemente de tudo o resto, os momentos difíceis são apenas isso: momentos difíceis, mas passageiros, na vida de uma pessoa feliz por opção.
Há lá uma frase que espelha resumidamente o que entendi de todo aquele texto:
“Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza”.
E termina com outra para reflectir:
“serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas”.
Assim sendo, ser feliz não é, como me descrevia aquele amigo, uma vida com pano de fundo indefinido em que, por vezes (mais ou menos frequentemente) a felicidade deixa as suas impressões positivas (mais ou menos marcantes) e sim o contrário - uma base sólida, construída de dentro, que resiste a marcas que podem deixar a sua impressão negativa, mas que são fruto da Vida, havendo que aceitá-las como tal.
Por isso, seja feliz!
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
A solução para a crise... (?!)
Retive as suas palavras pelo facto de transmitirem uma ideia tão óbvia quanto certeira para muitas coisas na vida. Para quase tudo, aliás.
A ideia assentava no seguinte: se cada um de nós, seja a varrer ruas, ao fogão da sua casa a preparar "a janta" ou a dirigir os destinos de uma nação, der o seu melhor, individualmente, a todo o instante e incondicionalmente, não precisamos de nada nem de ninguém que nos venha "salvar" do que quer que seja.
Assim sendo, é igualmente uma base sólida, no meu entender, para a resolução da crise. Seja ela qual for. E porque não se aplica?, pergunta-se...
Pois.
domingo, outubro 19, 2008
Sou mulher
Não sou feminista. Não aspiro a tal e confesso que certas atitudes de quem se diz ou se pensa feminista me causam algum incómodo.
No entanto, tenho consciência que, se não existisse o feminismo ou, pelo menos, se determinados caminhos não tivessem sido percorridos, não estaria hoje, muito provavelmente, em condições de poder afirmar, com naturalidade, que sou mulher, gosto de o ser e anseio vivê-lo em toda a sua plenitude, abraçando quer a diferença entre Homem e Mulher, quer a diferença entre mulheres.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Interrupção Voluntária da Gravidez II
Quanto ao resto, e porque me sinto massacrada com tanto argumento, apenas quero deixar aqui um texto redigido por alguém que conhece os meandros da infertilidade e cuja identidade me permito manter sob o véu do anonimato.
"O Amor por um filho desejado deve ser um sentimento único. A descoberta do Amor por um filho que se teve sem se saber muito bem como nem porquê, deve ser reveladora e gratificante. E a Dor pela perda desse mesmo filho deve ser avassaladora.
E a Dor pela perda de um filho que nunca se teve, que nunca existiu? É uma dor envergonhada, que não se acha no direito de existir. Mas existe… Disfarçada por entre outros sentimentos, mantida ao longe tanto quanto possível, mas vigiada de perto, devido ao incómodo da revelação da sua existência. E presente. Como um grão de areia no sapato. Como uma nota desafinada num instrumento, que se pensa sempre que não vai ser necessária para tocar uma melodia, mas que, quando soa, incomoda.
O que é um facto é que ela está lá. E como lidar com ela? Não há maneira simples. Como em tudo na vida. É fácil tentar escondê-la debaixo de outros sentimentos ditos “mais nobres”, varrê-la para debaixo do tapete, camuflá-la com outros objectivos na vida, mas ela, de quando em vez, espreita. Espreita através do olhar de alguém que sabe o que é o Amor por um filho, através de um gesto de um desconhecido na rua para com o seu petiz, através do tom de voz de um amigo que deixa escapar uma confissão íntima acerca do “seu menino”… E estes breves momentos deixam uma amargo de boca, um nó na garganta, uma sensação de perda e de imensidão perante a nossa pequenez e impotência que é difícil transmitir a quem usufrui dessa dádiva. Até porque se trata de um sentimento envergonhado e, por tal, que se evita partilhar. Porque não há nada a fazer e a pena e o dó dos outros é muito dura de engolir. E quando deixamos que esses sentimentos de pena e dó se apoderem de nós, quando os sentimos por nós próprios, ficamos à deriva, perdemos o Norte, perdemos o rumo, perdemos a direcção. E não avançamos, porque simplesmente não sabemos para onde.
Até que surge na nossa mente o contorno daqueles outros objectivos contidos na nossa vida, que até nos dão algum alento, e, por vezes a custo, lá nos arrastamos novamente para a corrente e deixamo-nos levar…"
A Vida é, por vezes, injusta: uns a lutar por algo que não podem ter, outros a lutar por algo que não querem ter...
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Gostei...
Gosto de pessoas assim: inteligentes. Revelando honestidade. E combinando estas duas com diplomacia q.b. E a "cereja no topo do bolo" (se bem que eu prefiro uma noz): naturalmente bem humoradas.
quarta-feira, outubro 25, 2006
Interrupção Voluntária da Gravidez
Bom, mas já que se fala tanto nisso, aqui fica a minha opinião sobre a interrupção voluntária da gravidez (até a palavra aborto me incomoda…).
Não posso dizer que sou contra: aceito que existam inúmeras situações que se encontram para além de um julgamento simplista e nas quais não se vislumbre, a determinada altura, qualquer outra alternativa. Até porque não deve ser um processo fácil para a maioria das mulheres que decidem fazer uma coisa destas (digo maioria, porque também acredito que há pessoas e pessoas…).
Mas também não sou a favor, assim, a nu e a cru, sem mais consideração nenhuma… Tenho muita dificuldade em compreender a falta de informação que existe a nível de planeamento familiar, a inércia em se apostar numa educação sexual adequada (seja na escola, seja em família), enfim, nas lacunas que temos a montante deste processo.
E, por outro lado, embora não seja solução para todos os casos, há sempre a alternativa da adopção: quantas vezes não se ouve falar dos inúmeros casais que tentam, durante anos a fio, uma adopção, sem o conseguir, esbarrando com dificuldades incontáveis e por vezes incontornáveis? Neste campo, há ainda muito que as chamadas “entidades competentes” podem fazer para permitir uma intersecção maior e mais adequada entre estes dois conjuntos.
Resumindo e baralhando: ainda não sei como votar. Se votar sim, por muito que me doa, fá-lo-ei por aquelas mulheres que sofrem (muito mais do que eu certamente possa imaginar) apenas por decidirem que não têm alternativa. Se votar não, faço-o por protesto à ineficiência do sistema, que não permite a muitas dessas mulheres vislumbrarem alternativa…
Se é que vou votar… Eu sei que há quem diga que não nos podemos demitir deste tipo de dever cívico, mas sinceramente é o que me apetece. Se nos perguntassem outras coisas em paralelo, para podermos dar uma opinião, fazer críticas construtivas… Mas não. Ou "sim", ou "não"! E esta questão, definitivamente, não se resume a isso.
sexta-feira, outubro 20, 2006
"Uma verdade inconveniente"
Fui ver o filme com uns amigos. As opiniões divergiam entre “estamos todos lixados” e “aquilo soa-me a treta”. Concordo que o modo como foi montado e apresentado mais parecia uma campanha pró-Al Gore… Mas, convenhamos que, pelo menos para mim, o filme parece ter sido feito à medida do que eu entendo por “Norte-Americano Médio” (obviamente, EUA). Toda aquela panóplia de alarmismos e alegorismos, ilustrados através de gráficos extremamente simples e projecções de bonecos e ilustrações com carácter “naïf” e (achei eu) bastante redutor, servem, no meu entender, para levar uma mensagem de “Oh, God, what have we done?? We’re all seriously f…!!”. Senão, não funciona… Por isso, até acho que, para este tipo de público alvo, o formato e o conteúdo eram sofríveis.
Mas as impressões/considerações gerais que eu retenho do que vi resumem-se, basicamente, a:
Aspectos negativos
· A extrapolação dos dados não tinha em linha de conta, ao que tudo indica, as medidas que já se encontram, neste momento, a ser tomadas por uma grande parte do dito “mundo civilizado”.
· Não houve qualquer testemunho na 1ª pessoa por nenhum dos técnicos/cientistas que foram sendo citados ao longo do filme. Medo de represálias…? Há certamente pessoas que, tendo os seus nomes associados a movimentos que apoiem esta causa ou publicados em artigos que revelem os dados que foram expostos, estariam dispostas a colaborar numa iniciativa deste tipo, à escala global.
· A “martelada” acerca do que está desgraçadamente mal foi (estimo eu grosseiramente) cerca de 80 a 90% do tempo do filme, enquanto que a parte positiva, acerca do que se pode fazer, ocupou apenas uma pequena parte do final…
Aspectos positivos
· Foi apresentada uma lista de cidades dos EUA que já se encontram a seguir as directivas do protocolo de Quioto, não obstante o país em si não o ter ratificado. Eu, como não sabia disto, pensava que as coisas por lá estavam bem mais negras. Mas, se já há Estados a “puxar” para o lado certo, já é um começo…
· Embora escassas (como referi nos aspectos negativos), existem sugestões de como o cidadão comum pode ajudar a minimizar os efeitos do aquecimento global. O próprio filme refere que a batalha pode (e deve) ser travada pessoa a pessoa, cidade a cidade… Bom, talvez seja um pouco exagerado, mas grão a grão…
À laia de conclusão, posso dizer que, pelo menos, este filme teve a sua contribuição para pôr as pessoas a falar. Só espero que não passe de conversa!
Para quem quiser aceder ao site do filme: http://www.climatecrisis.net/


