sábado, maio 30, 2009
Dor de Maio: um ano
sábado, abril 18, 2009
Conjure One
Contactei com a música deste projecto, pela primeira vez, nas aulas de "Body Balance", uma actividade de ginásio que congrega movimentos e técnicas de Tai-Chi, de Yoga e de Pilates.
sexta-feira, março 20, 2009
Força, ritmo e ternura anciã

Fui ao CCB ver "El Arranque".
Tango, Argentina.
Um termo que não conhecia: milonga.
E os velhinhos. Sempre gostei de velhinhos, de anciães que nos inspiram confiança e que, embora já com pouca força física, a compensam com força de espírito: pois, no meio de toda aquela garra de sangue na guelra, ritmos quentes e sonoridades quase trágicas, sentia-se uma ternura imensa pelos grandes, antigos mestres e pela sua imensa sabedoria.
Sempre gostei de velhinhos.
sábado, março 14, 2009
O Leitor
O Amor que transportavam aquelas cassettes...
A Força da Palavra?
Concerteza.
Mas há coisas que não se exprimem. Sentem-se.
(Não me lembro da última vez que as lágrimas me apanharam de surpresa assim num filme. Silenciosas.)
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
A solução para a crise... (?!)
Retive as suas palavras pelo facto de transmitirem uma ideia tão óbvia quanto certeira para muitas coisas na vida. Para quase tudo, aliás.
A ideia assentava no seguinte: se cada um de nós, seja a varrer ruas, ao fogão da sua casa a preparar "a janta" ou a dirigir os destinos de uma nação, der o seu melhor, individualmente, a todo o instante e incondicionalmente, não precisamos de nada nem de ninguém que nos venha "salvar" do que quer que seja.
Assim sendo, é igualmente uma base sólida, no meu entender, para a resolução da crise. Seja ela qual for. E porque não se aplica?, pergunta-se...
Pois.
sábado, janeiro 03, 2009
Amor e Música
Há dois CDs que me embalam o espírito e que ouço de fio a pavio vezes sem conta:
- "Cabaret Noir", dos próprios. Com um toque de fresca vivacidade;
- "Careless Love", de Madeleine Peyroux. Doce sensualidade. Dizem que é a "nova" Billie Holiday: talvez... mas sem a amargura de uma vida dura na voz.
E, embora bastante diferente dos outros dois, não posso deixar de mencionar um que já tenho há algum tempo, mas que tenho vindo a redescobrir: "Berimbau", de Paula Morelenbaum.
É um trabalho à volta de Vinicius de Moraes. Um Poeta do Amor: "A plena realização do amor era a seu ver a razão da vida." (Carlos Drummond de Andrade).
E, para celebrar a entrada do novo ano, nada como uma citação do próprio:
"E a coisa mais divina que há no mundo
é viver cada segundo como nunca mais."
(Canção "Tomara")
domingo, novembro 23, 2008
Perspectiva
Estou tão contente!É engraçado como tudo o que nos estavam a tentar transmitir durante esta pequena formação, de repente, fez sentido. Foi muito gratificante olhar para o papel e, embora não estivesse terminado, identificar o que estava a desenhar como sendo que estava a ver...
Um dos participantes rematou a sessão com um desabafo: o estado de espírito influenciou o resultado final do seu desenho. Na sessão anterior não estava tão bem consigo próprio e as coisas correram mal... Ao que a formadora respondeu "E, afinal, não é isso a Arte? A inspiração?".
Na altura pareceu-me incompleto, mas não sabia ao certo o que faltava. Agora sei. Para mim a Arte é mais que isso: é quando a técnica, desenvolvida através de árduo trabalho, encontra a inspiração.
Mas isso é irrelevante neste preciso momento: estou contente e pronto!
domingo, outubro 19, 2008
Sou mulher
Não sou feminista. Não aspiro a tal e confesso que certas atitudes de quem se diz ou se pensa feminista me causam algum incómodo.
No entanto, tenho consciência que, se não existisse o feminismo ou, pelo menos, se determinados caminhos não tivessem sido percorridos, não estaria hoje, muito provavelmente, em condições de poder afirmar, com naturalidade, que sou mulher, gosto de o ser e anseio vivê-lo em toda a sua plenitude, abraçando quer a diferença entre Homem e Mulher, quer a diferença entre mulheres.
sábado, outubro 18, 2008
Abraço
Há o abraço carinhoso, ternurento, que transmite o calor do seio materno.
Há o abraço que consola, preenche o vazio deixado pela tristeza.
Há o abraço forte, que dissipa os medos e as inseguranças.
Há o abraço do reencontro, que afasta a saudade.
Há o abraço do cumprimento, ora casual, ora intenso.
E há o abraço do “estou aqui e gosto de ti”, que, tão simplesmente, nos deixa um sorriso na alma.
sábado, maio 31, 2008
Carta

domingo, abril 20, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Veremos...
"Que maravilha! - disseram as pessoas - Que sorte teve ele!"
"Veremos", respondeu o Mestre Zen.
Passado um tempo, o rapazinho caiu do pónei e partiu uma perna.
"Que pena! - disseram as pessoas - Que azar que ele teve!"
"Veremos", respondeu o Mestre Zen.
O rapazinho cresceu. Os seus amigos foram para a Guerra. Ele ficou por causa da sua perna.
"Que bom! - disseram as pessoas - Que sorte a dele!"
"Veremos..."
Houve um amigo que me questionou uma vez se eu nunca me tinha arrependido de nada, ao longo da minha vida.
Após pensar um pouco, conclui: "Não."
Se fosse hoje, ter-lhe-ia respondido contando-lhe a história do Mestre Zen.
domingo, janeiro 20, 2008
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Veludo
Disseram-me algo que me fez pensar nisto. Meditar, mesmo. Digeri-lo. E incorporá-lo.
Não sei. Nem me apetece saber.
Mas apeteceu-me dizê-lo. Como se atirasse uma flor a um poço sem fundo. Sem eco, com um aterrar de veludo. (Quase) inaudível.
sábado, novembro 03, 2007
Sonoridades
Há mais de um mês que ando no carro com dois CDs que não me canso de ouvir:
- Viviane, da própria. Agradável, solto, com um toque europeu;
- Lisboa, uma compilação (a primeira, aliás) da Lisboa Records. Intenso, pleno de emoção.
Entretanto, ontem fui assistir a um espectáculo no Pequeno Auditório (muito simpático, por sinal) do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra - o projecto "Sal". Gostei. Vai passar a ser, certamente, mais um CD que não me vou cansar de ouvir...
E o que é que estes três elementos têm em comum?
Fazem parte de uma sonoridade para a qual venho despertando: a musicalidade vincadamente portuguesa. Com o fado sempre à espreita e aquela dualidade que nos caracteriza, de colocar a alegria e a tristeza de mãos dadas, com a inevitável pontinha de nostalgia e saudade.
domingo, outubro 21, 2007
Impressões jazzísticas IV
O cartaz dizia "65 anos, e uma carreira de mais de 40 que o posiciona como um dos músicos mais prolíficos da segunda metade do século XX".
Para ser totalmente honesta, não conhecia a sua obra.
Tinha, no entanto, muito boas referências acerca dela.
E confirmaram-se.
"Hmmm... Nice... Very nice..." - comentários sobre a audiência. E sobre o piano.
"Piano solo is like playing in my living room. This is a very big living room! But we'll try to keep close."
Entrou "a matar" na 1ª parte: Thelonius Monk, Bill Evans... "What else... I'll play some other things for you...". Aparentemente improvisa tanto na interpretação como na programação. (Será? Teve efeito...)
Na 2ª parte: umas "short pieces" com o espírito das crianças como tema. Composições do próprio que remontam à década de setenta. Nice, very nice - digo eu.
Encore: "I've been entertaining you for almost two hours now... I think it's time for you to entertain me. A little bit!" E assim foi: pôs-nos todos a servir de coro... Bonito efeito.
Íntimo, mas muito comunicativo, fluido e à-vontade: só não se sentiu em casa quem não quis.
E estava este homem (segundo ele próprio disse) com 36 horas de viagem em cima e apenas 1 hora de descanso antes de entrar em palco.
O que faria se estivesse em plena forma e descansadinho da vida!
Para quem quiser saber mais: http://www.chickcorea.com/
quinta-feira, outubro 04, 2007
Espaço interior
Não sei bem que idade é essa: talvez seja mais um estado de espírito, disponibilidade a mais ou falta dela para pensar em certos assuntos. Comigo tem sido um pouco assim – há que ocupar compulsivamente o tempo, tentando descobrir se não haverá algo que ainda não conheço, que ainda não experimentei, que me faça despertar para outra realidade, que me transporte para um mundo melhor ou, pelo menos, que me faça ver este com outros olhos.
Mas ver este com outros olhos, pergunto-me cada vez mais frequentemente, para quê?
Já vejo este mundo com os olhos que quero: os meus. Com um olhar por vezes turvo, por vezes embriagado, do ruído exterior que deixo que me afecte e do ruído que produzo interiormente, para não ouvir aquilo que julgo ser um silêncio incomodativo.
Decidi abrir as portas e as janelas ao meu próprio espaço interior, deixando-o reinar sobre a “insustentável leveza do ser”…
Um trilho que trará, certamente, muito “suor sangue e lágrimas”.
Mas que, certamente, vai valer a pena.
Como parte desta abertura interior, criei três outros blogues.
Dois em que exponho artigos relacionados com duas paixões interligadas – os jardins e os bonsai –, de modo a organizar os meus pensamentos e a partilhar com quem queira ler um pouco do que vou fazendo e conhecendo nestas temáticas.
- A continuidade do meu braço: http://jardimdemar.blogspot.com/
- Os meus Bonsai: http://bonsaim.blogspot.com/
Se, no caminho, agradar a mais alguém, tanto melhor.
- Welcome to Elsinore: http://asminhascitacoes.blogspot.com/
domingo, setembro 23, 2007
Saudação ao Sol
Sem razão aparente, uma madrugada acordo com uma espertina que decidi, inexplicavelmente e num impulso, aproveitar.
Ainda de noite, saí para a praia. Acompanhada da minha máquina de registo de sensações e de uma curiosidade latente acerca do que me esperava.
Deixo alguns testemunhos de um amanhecer inesquecível.
Quer-me cá parecer que o Cosmos andava a preparar há já algum tempo uma complexa conspiração a meu favor.
E conseguiu...
Irrepreensivelmente.
O resto... permanecerá dentro de mim.
.
Com excepção daqueles preciosos retalhos que o meu renovado sentido de intimidade permita que eu partilhe com os que amo.
domingo, agosto 26, 2007
Educação: Razão e Coração.
Desta feita, a tertúlia levou-nos à educação. E o que é a educação? Um processo que permite proporcionarmos ao outro o conhecimento de que existe um número de caminhos infindável, doseados com as infinitas combinações de proporção entre razão e coração, de tal modo que esse outro possa vir a descobrir as suas próprias ferramentas para desbravar os caminhos que pretende conhecer e, finalmente, optar por aquele ou aqueles que a sua natureza o leva a escolher percorrer.
Mas este é um processo que tem riscos, que acarreta, mais tarde ou mais cedo, num grau maior ou menor, dor. E esta dor pode ser elevada, dependendo da resistência em reconhecer que é necessário passar pelo processo de aprendizagem, quer de um lado quer do outro.
Esta resistência, do lado de quem educa, pode simplesmente ser a relutância em admitir que o caminho que quem está a aprender vier a escolher pode muito bem não ser aquele que se considera melhor à partida. E haver a tentação de encobrir os demais caminhos existentes.
Mas, se essa resistência for ultrapassada, independentemente do resultado da aprendizagem levar à escolha de um caminho preferido pelo educador, reconhecendo-se que a dor que se possa estar a passar é necessária, todo o processo pode ser muito gratificante.
Há que permitir a um passarinho que está no ninho a possibilidade de abrir as asas e voar. Não se pode controlar os céus nem os perigos ou maravilhas que o povoam. Apenas se pode fazer com que o passarinho saiba que tem um céu com inúmeras descobertas à espera dele. E que terá sempre um poiso seguro no ninho de onde partiu. Independentemente de ele voltar.
Gosto das nossas tertúlias. Têm um efeito educativo.
Encaixas bem em mim.
Só lamento que o Universo não nos tenha ainda dado uma oportunidade de passar da teoria à prática, num projecto de educação centrado em nós…
P.S. O ser humano é deveras engraçado: chora por uma dor que lhe é causada por não ter acesso a um processo que lhe poderá causar outro tipo de dor…
sexta-feira, agosto 03, 2007
E, para encher as medidas...
Fim de semana de comemoração do aniversário do, que já considero um pouco meu, Blog Montes & Vales...

