domingo, outubro 02, 2011
Amor: retalhos II
domingo, setembro 04, 2011
Despojos de um almoço de Domingo
De regresso às coisas simples.
Houve um tempo em que não gostava do Domingo: achava-o um dia entediante e desprovido de interesse, que apenas fazia sobressair um dos defeitos mais proeminentes em mim – a preguiça. Era um dia que me dava dores de cabeça…
Com o avançar dos tempos fui descobrindo as pequenas delícias que um Domingo nos pode proporcionar. Sem a ideia preconcebida de um descanso imposto, fui-me deixando levar pelo abandono prazenteiro de me entregar ao que me reserva este dia da semana.
Hoje aconteceu um almoço. A primeira vez que cozinhei búzios. Em feijoada. A iguaria, sem falsas modéstias, revelou-se uma surpresa gastronómica.
Fica o testemunho visual dos despojos.
Os principais atores desta minha peça tiveram um papel crucial. Acho que o segredo do resultado final depende sempre deles: os ingredientes têm de ser de excelente qualidade. Tomate e cebola da horta, apanhados ontem, e búzios fresquíssimos. Chouriço e azeite cá do nosso Portugal. O feijão era de lata, certo, mas foi aberta com muito jeitinho… J. E o toque final: salsa também acabadinha de apanhar.
É realmente algo que me dá cada vez mais satisfação fazer: cozinhar.
Para o jantar, alhada de raia.
E, no entremeio, um Domingo calmo, a gozar o “cantinho mais lindo do mundo”: a minha casa.
domingo, agosto 14, 2011
Amor: retalhos
(...)
Quando nos esforçamos, quando damos mais um passo ou andamos mais um quilómetro, fazêmo-lo em oposição à inércia da preguiça ou à resistência do medo. (...) O amor, então, é uma forma de trabalho ou uma forma de coragem. (...) Se um acto não for de trabalho ou de coragem, então não é um acto de amor. Não há excepções."
sábado, julho 30, 2011
(Boa) Energia
quarta-feira, junho 01, 2011
Pequenos nadas
Não a crise externa, mas a crise interna. As pequenas crises individuais que se vão instalando dentro de cada um de nós, se nos deixarmos influenciar pela crise global.
São exemplos de medidas (com alguns recados para mim própria) que, acredito, se aplicadas com perseverança, ajudarão até a resolver a crise externa.
- Dê cor à sua vida. À mesa, nas saladas; nos objectos do dia-a-dia.
- Se a tristeza lhe bater à porta, não lha feche.
Deixe-a entrar. Mas não a impeça de sair.
- Valorize a família. Abrace os amigos. Procure a companhia de quem o faz sentir-se bem.
- Sorria mais. Ria melhor.


- Não se esforce por trabalhar mais horas.
Faça o seu trabalho hoje um pouco melhor que ontem.
E amanhã, esforce-se por fazer melhor que hoje.
- Economize um pouco todos os dias.
Se falhar algum, recomece no dia seguinte.
- Dê uso às suas pernas. Tire o pó à mochila que tem no armário e ponha pés ao caminho.
- Goze o sol. Mas não lamente a chuva.
- Plante: negoceie um talhão de terra, use o quintal, aproveite a varanda, ponha floreiras à janela.
Sinta a terra e as plantas todos os dias.
- Observe o mundo com os 5 sentidos. TUDO tem algo de bom. Procure com alma e com a mente aberta.
= Por muito torto que ande, encare a vida de frente =
quinta-feira, março 31, 2011
(Re)aprender a estar

Estar. Uma habilidade natural, com a qual todos os seres humanos nascem.
Mas que uma boa parte de nós perde ao longo da vida…
Na minha busca para reencontrar esta habilidade, encontrei no livro “Aprenda a meditar” de David Fontana, algumas orientações valiosas.
Mas nada como a citação de algumas das passagens que mais me chamaram a atenção para espelhar o que me vai na alma.
“Calma e Silêncio. (…) Vivemos num mundo tão poluído pelo ruído como pelos resíduos tóxicos. Raramente conseguimos ouvir sem entraves os sons do mundo natural. A forma moderna de viver separa-nos das nossas raízes. Ao longo dos séculos da nossa existência neste planeta, evoluímos em constante contacto com um silêncio dentro do qual os sons do vento, da água, da chuva e do canto das aves tocam, de tempos a tempos, como num vasto anfiteatro. Só nos últimos cerca de 200 anos renunciámos aos sons naturais a favor do ruído artificial das máquinas, que não oferecem beleza nem harmonia à mente e ao espírito.
As grandes tradições sempre nos aconselharam a voltarmos, de vez em quando, ao mundo natural, caso pretendêssemos aumentar a nossa força e compreensão interiores. Alertam-nos, até mesmo, para o facto de evitarmos a tagarelice inútil (…)
Uma boa parte de nós tem receio do silêncio e anseia por enchê-lo de som. (…) No entanto, a experiência do silêncio é tão necessária para a nossa saúde física e psicológica como a experiência da comunicação aberta, honesta e estimulante. (…) O silêncio faz parte dos nossos direitos adquiridos com o nascimento (…)
Ainda acerca do estar, aliado à identidade e à consciência do ser:
“ (…) sempre que meditamos tornamo-nos conscientes de que, embora tenhamos (…) pensamentos e sentimentos, eles não são quem nós somos. (…) A verdadeira identidade está para além destas experiências transitórias.”
“Tudo o que temos é o instante de cada momento presente. As preocupações com o futuro e a inquietação exagerada com o passado são consideradas distracções artificiais da experiência directa da vida.”
“(…) a meditação produz uma perda do significado que habitualmente atribuímos à identidade pessoal – de facto coloca-nos perante esse significado mais alargado do Eu, o qual sai da sua condição de coisa interna para abraçar a totalidade da criação e com a convicção de que o amor universal sustenta e une todas as coisas.”
domingo, março 20, 2011
Satisfação bio-poética
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Prece: espiritualidade e improviso
Há tempos assinei uma revista muito interessante, a Bonsai Focus.
Por uma razão ou outra deixei de o fazer, tirando mais partido hoje em dia de impulsos como o que me levou a comprar o número de Janeiro/Fevereiro de 2010. Temas com cerca de 1 ano, portanto. Mas o que me chamou a atenção foram precisamente palavras intemporais: dois dos artigos que lá se encontram disponíveis acabam por revelar, em conjunto, um pouco do que considero ser o modo como se devem abordar todas as questões, seja no Bonsai, seja na Vida.
“O Bonsai leva o seu tempo” “Uma árvore tem de ser educada como se de uma criança se tratasse.” “O Bonsai ensina-nos a paciência e transmite-nos a alegria de ter a Natureza perto de nós.” “Prática, prática, prática (…) Não é possível ter uma árvore bonita sem trabalho continuado”. São algumas das frases de um desses dois artigos, que refiro no Blog “Os meus projectos”, com o título “The Spiritual Way”. Ao mesmo tempo, outro artigo falava de um trabalho em particular, com um título que me agradou: “It’s like Jazz”. Neste, o autor diz que há que dar espaço para a árvore falar connosco, deixar fluir o trabalho e improvisar à medida que isso acontece…
sábado, outubro 09, 2010
Comer Orar Amar

Equilíbrio interior, equilíbrio com os outros, equilíbrio do Universo... no fundo, por muitas voltas que se dê, vai sempre dar a, simplesmente, equilíbrio.
Mas
a mensagem está lá.Para quem a quiser compreender.
Para quem tiver a capacidade interior de a compreender.
Senti-me triste por me parecer que aquelas pessoas possam estar a deixar escapar a oportunidade de se deixar tocar ou, pelo menos, de questionar o que é que a autora do livro pretende transmitir, dando o benefício da dúvida ao filme e concentrando-se na mensagem em si.
Enfim...

quinta-feira, setembro 23, 2010
Saudade do que não se conhece
Em jeito de resposta, eu acrescentei que "gosto de regressar, de quando em vez, aos lugares onde nunca fui. sinto-me lá bem. e descubro sempre algo de novo, que me faz manter a saudade de nunca lá ter estado."
A Maternidade é um desses lugares.
E o poema desta canção espelha bem o que sinto quando tenho saudades desse lugar que considero fantástico.
"Mothers have woven a black velvet ocean
And spread it between the night and day shores
So that children might sleep, gently rocked by the motion
Of waves beneath boats built by fathers like yours
With you safe aboard by the shore we will linger
And watch as your breathing it fills up the sail
You loosen the moorings, you grip on your finger
And leave on the velvet a silvery trail
Alone on the shore with our heart close to breaking
We stand in the wake as you glide from our reach
Calmed by the thought that the voyage you're taking
Will bring you at dawn back safe to this beach
We cannot sail with you, be there to guide you
Or pilot your boat through the black of the night
But no ocean can keep you, no darkness can hide you
Away from our love and its undying light"
segunda-feira, julho 12, 2010
Jazz no Feminino
Não conhecia e fui atraída para o seu espectáculo apenas com uma ponta de melodia ouvida num anúncio na rádio: seduziu-me por completo. E, ao vivo, não me deixou ficar nada mal.
Nada mal mesmo…

De gestos longos e voz lânguida, com uma presença envolvente, divertida, cativante.
A juntar à linha das minhas preferidas:
a incontornável e inigualável arte de Billie Holliday
o alegre swing de Ella Fitzgerald
a perturbante e magnética angústia na voz de Elis Regina
a sedutora maturidade de Patricia Barber
a terna inocência de Lisa Ekdhal
a doce irreverência de Silje Nergaard
a bela surpresa que foi a musicalidade de Barbara de Dominicis, dos Cabaret Noir
a leve e fresca China Forbes, dos Pink Martini
ah! e, at last but not least, a suave tranquilidade de Madeleine Peyroux
E isto sem contar com algumas das saborosas vozes brasileiras que me deleitam com interpretações de jazz/bossa-nova e com as excelentes vozes que temos por terras Lusas
Cada vez gosto mais de Jazz no Feminino
Fica aqui um cheirinho:
Para quem queira saber mais (e escutar): http://www.melodygardot.com/
segunda-feira, maio 31, 2010
Surya Namaskar
segunda-feira, maio 17, 2010
A proximidade que vem de longe...
Talvez arrastada pelas raízes do mundo do Bonsai e pelo crescente interesse pelo Oriente que este me vem suscitando, assisti, nos últimos dias, a dois espectáculos na Fundação do Oriente com origem japonesa.

Kokusyoko Sumire foi o primeiro: um duo inenarrável, cuja sonoridade me deixou desconfiada a princípio, mas que acabou por me proporcionar uma noite, no mínimo, suis generis. Mas, sem dúvida, muito divertida!

quarta-feira, março 17, 2010
Protesto contra o estado em F maior
segunda-feira, janeiro 25, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Jazz - Pedaços de História
Um sedutor de Nova Orleães com passado de proxeneta. Pianista de enorme originalidade, afirmou falsamente ter inventado o Jazz. Mas foi o primeiro a demonstrar que esta música se podia escrever.
O filho super protegido de um casal da classe média, que transformou uma orquestra de músico extraordinários no seu instrumento pessoal, compôs quase duas mil peças de música para ela e tornou-se o maior compositor da América.
Um filho de emigrantes judeus russos dos bairros pobres de Chicago, que aprendeu clarinete para não andar com más companhias, veio ensinar um país inteiro a dançar.
A filha de uma criada de Baltimore cujo estilo inconfundível transcendeu as limitações da sua voz e transformou repetidamente música medíocre em Arte.
O filho de um funcionário dos Caminhos de Ferro de Kansas City foi para Nova Iorque para lançar uma revolução musical, liderou-a orgulhosamente durante um breve período, e destruiu-se aos 34 anos.
O filho problemático de um dentista de East St. Louis que, na busca de novos caminhos para o som, se tornou o músico mais influente da sua geração.
E há também um miúdo pobre das ruas de Nova Orleães, cujo génio ímpar ajudou a tornar o Jazz uma Arte de Solistas e que influenciou todos os cantores e instrumentistas que vieram depois dele. Aquele que, por mais de cinco décadas, fez quem o ouviu sentir que, por muito más que as coisa estejam, tudo acabará bem.
Tirado de “Jazz. A história, por Ken Burns”. Uma pérola que descobri esquecida numa prateleira.
“Jelly Roll” Morton (1885-1941), Duke Ellington (1899-1974), Benny Goodman (1909-1986), Billie Holliday (1915-1959), Charlie Parker (1920-1955), Miles Davis (1926-1991), Louis Armstrong (1901-1971). Alguns dos grandes nomes dos Homens e Mulheres que contribuíram para a História do Jazz. Únicos. Humanos. E, por isso mesmo, Grandiosos.
domingo, janeiro 03, 2010
Novo Ano
A lógica diz-me que um novo ano é apenas um agrupamento de dias, semanas e meses que se repete, em continuação do agrupamento anterior, como a água que corre num rio.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Pink Martini e China Forbes

Pink Martini é o nome de um dos meus grupos de eleição e o tema para o meu artigo de hoje.
Têm uma discografia curta para os anos de existência, mas quem não se lembra do coro “Je ne veux pas travailler” (em “Sympathique”). Música muito descontraída e bem disposta, com todos os ingredientes necessários para alegrar a vida.

Num destes sábados, no “Hotel Babilónia”, um programa também ele muito bem disposto da Antena 1 (Pedro Rolo Duarte e João Gobern), soube do último CD deles: “Splendor in the grass”, tal como o filme de Elia Kazan.
Ao indagar o que é que este filme de 1961 teria em comum com a música do grupo, deparei-me com uma aparente incongruência: tal como o seu fundador refere no site oficial do grupo (http://pinkmartini.com/about), “Pink Martini draws inspiration from the romantic Hollywood musicals of the 1940s or ‘50s” mas, na descrição do filme que li no livro “1001 filmes para ver antes de morrer”, o filme é caracterizado por ser “uma película na qual as personagens se definem como indivíduos autênticos, actuando e reagindo num registo muito longe dos clichés de Hollywood”.
A incongruência é apenas aparente porque, tal como referiu João Gobern, os Pink Martini fazem “music of the world” sem ser “world music”. E sem sombra de cliché, pelo menos na minha opinião.
Consideram-se a si próprios como “musical archeologists”, inspirando-se em géneros tão variados como a música erudita (ou dita “clássica”), jazz e pop (old-fashioned pop, como referem no site).
Os Pink Martini foram fundados como uma pequena orquestra em 1994 por Thomas Lauderdale, numa senda suis generis de música para causas políticas.
O seu primeiro álbum (justamente “Sympathique”, de 1997) foi lançado independentemente com uma etiqueta própria: a Heinz Records (nome do cão de Lauderdale).
São constituídos por doze músicos e o seu reportório multilingue (quer em termos de letras, quer em termos de ritmos) engloba quer originais quer temas já existentes (e habilmente adaptados). Tiveram a sua estreia na Europa no Festival de Cinema de Cannes e já tocaram com 25 orquestras em vários países do mundo.
Para a diversidade dos seus temas contam com a diversidade dos seus membros: percussionistas com “raízes” no Brasil e no Peru, um trombonista que fala alemão e um violoncelista que fala mandarim e, como diz em em inglês, “at last but not least”, uma vocalista que estudou francês e italiano e canta em 15 línguas diferentes…

China Forbes é o nome da “senhora” que Lauderdale conheceu quando estudavam em Harvard e depois convidou para dar voz ao projecto.
E que voz… Já a conhecia, mas, no mesmo programa da Antena 1 acabei por saber também que ela tinha lançado um álbum a solo: ’78 é o seu título.
Comprei e gostei.
Um pop um pouco fora do que é meu hábito ouvir, mas a sua voz é tão bonita e as músicas tão leves que me seduziu na sua totalidade logo à primeira.
Em duas palavras, cristalinamente simples.
segunda-feira, novembro 09, 2009
A Dama de Ferro
A Torre Eiffel em números. Do topo, o ponto mais alto de Paris, tem-se uma vista panorâmica da cidade. De tirar o fôlego, mas também de incutir algum enjoo ao visitante de estômago sensível.
Concebida por Gustave Eiffel (Dijon, França. 1832-1923) para a Exposição Universal de 1855, esperava-se que durasse cerca de 20 anos e já lá vão 120.
Depois da construção da Torre, Eiffel dedicou-se a estudos científicos nos campos de meteorologia, radiotelegrafia e aerodinâmica. Tinha um pequeno apartamento com um gabinete no topo da Torre, preservado até hoje num testemunho ao estilo de um pequeno museu (apenas visível do exterior).
Tinha uma ideia de lugar comum. Algo do género “toda a gente fala mas, se calhar, até nem é nada demais”. Enganei-me: conquistou-me. De um modo que os Parisienses não conseguiram. Apesar de metálica e muito imponente, consegue ser mais calorosa que eles…
E não me saía da ideia aquele filme (“French Kiss”, se a memória não me falha) em que a Meg Ryan passa o tempo todo a querer vê-la e ela lá, aparecendo em todas as esquinas, espreitando por cima das casas, vislumbrando-se ao fundo de cada rua. É realmente uma presença constante. Valeu a pena subir ao seu 2º patamar pelas escadas e enjoar no seu topo, após uma subida insípida num elevador apinhado de turistas e com um “guarda-freios” tipicamente parisiense. Só tive pena de não estar o céu mais limpo…
Para quem tiver curiosidade em saber mais: http://www.tour-eiffel.fr/index.html
domingo, setembro 27, 2009
Direitos, deveres… Liberdade?
O meu Pai ensinou-me que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade de outrem.
Considerando uma reciprocidade matemática, o contrário também deveria ser verdade.
Mas, neste nosso mundo dito democrático, como se processam estas premissas?
Vejamos o “direito à greve”. Com a greve dos pilotos nos últimos dias da semana, várias foram as opiniões de utentes revoltados. Falo por mim: reserva na TAP para um voo para Bruxelas quando a Air Brussels também tinha um horário que se coadunava com as necessidades. Porque é um produto português e há que apostar no que é nacional. O que se ganhou com isso? Vontade de apostar no que é Europeu, da próxima vez: quem comprou bilhete na Air Brussels foi para Bruxelas (negócios, trabalho, lazer, não interessa o que lá iam fazer, mas chegaram ao seu destino); quem apostou no que era nacional, ficou 4 horas à espera do que iria ser decidido por um grupo de pessoas que, segundo ouvi dizer, nem os próprios colegas de trabalho (pessoal de bordo) avisava com alguma antecedência… A confirmação de “não descolo porque estou de greve” era efectuada ao último minuto.
A liberdade dos pilotos da TAP em fazer greve chocou de frente com a minha liberdade de poder usufruir de um serviço que se encontrava contratado… e pago. E que implicou uma série de consequências individuais que, aumentadas à escala da quantidade de pessoas implicadas, prejudicou não só a empresa alvo da greve, mas muitas outras entidades e até, em última instância, o país.
Direito? Há outras formas de luta… Acho que assim não se vai a lado nenhum…
Agora vejamos o “dever de votar”. Houve um punhado muito razoável de pessoas que lutou por aquilo que achavam certo – a instalação de um sistema democrático
A liberdade não é só direitos: implica necessariamente a responsabilidade de cumprir deveres.
Algo está muito errado neste nosso sistema.
Não tenho sugestões de alteração, confesso, mas já é altura de mudar.
Considerando direitos e deveres.
E não utilizando a palavra “Liberdade” de uma maneira leviana.

