
Há o silêncio de cortar à faca, quando o ambiente é pesado ou constrangedor e desagradável.
Há o silêncio sepulcral quando, por exemplo, se sabe de uma notícia tão ruim que nem nos atrevemos a comentar, pairando sobre nós como que uma tempestade seca prestes a explodir...
Há o silêncio de ouro, quando precisamos de estar sós e descansar a mente e o espírito.

E depois há aquele silêncio confortável, quentinho, que nos mima por dentro, de quando estamos com quem nos habita o coração. De quando, como disse António Lobo Antunes, "As palavras são desnecessárias (...) uma pessoa de quem eu gosto é aquela com quem estou bem em silêncio."
Este é um tipo de silêncio inestimável, cheio de conteúdo e que nos faz sentir em harmonia com o mundo e com a Vida. Abençoado é aquele a quem é concedida esta dádiva. E precioso é quem nos proporciona este bem estar com o Universo.
"O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. Quem está ao pé dele está só ao pé dele." Fernando Pessoa
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