terça-feira, novembro 14, 2006

Impressões jazzísticas III


Patricia Barber. 2º concerto este ano em Portugal. 2ª vez que a vejo ao vivo. As impressões desta actuação foram basicamente semelhantes às que me ficaram da 1ª vez que a vi actuar. Adjectivos para descrever o que achei: grandeza (de presença física), maturidade (na interpretação e na voz), excentricidade (em pequenos pormenores, como por exemplo, o constante esfregar das mãos, o descalçar assim que se senta ao piano…). E excelência no acompanhamento. À excepção de um pequeno excerto, quanto a mim demasiado “ruidoso”, num solo da guitarra eléctrica, foi tudo divinal. E, diga-se de passagem, que estranhei a presença deste instrumento no último CD dela: a princípio achei que não iria gostar, mas essa impressão negativa desvaneceu-se durante o concerto.

Apenas gostaria de acrescentar que é estranho comparar o que me ficou ao ouvir dos seus CDs (sem a componente visual) com o que senti após presenciar as actuações. A suavidade e a calma transmitida pelas composições e pela sua interpretação levaram-me a criar uma imagem de serenidade na presença em palco e a desejar uma comunicação incondicional por parte dela com o público. Mas não é bem assim: as “divagações corporais” e o modo de estar em palco dão a entender que ela se auto-transporta para um mundo muito dela quando toca. Nada contra. Até revela uma entrega total, aspecto que só abona a favor de um artista.

Bom: sou fã desde que descobri o álbum “Verse” (“uma pérola”, como já li em algum lado, opinião que subscrevo integralmente) e assim continuo.

Para quem quiser conhecer mais: http://www.patriciabarber.com/

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